Fashion’s Night Out foi um evento criado por Anna Wintour em parceria com o CFDA, em 2009. Durante uma noite, celebridades, designers e modelos, circularam e fizeram compras por toda a cidade de Nova Iorque. As lojas ficaram abertas a noite toda e pequenos shows e apresentações aconteceram em diversos locais da cidade.
Essa foi a maneira craitiva que Anna Wintour e o CFDA encontraram para estimular a economia americana, que sofria os efeitos da crise financeira de 2008.
Diante do sucesso da primeira edição, o evento se expandiu e chegou a outras cidades, países e continentes.
Em Nova Iorque, a data coincide com o início da Mercedes-Benz Fashion Week (a semana de Moda de Nova Iorque) em 8 de Setembro.
Aqui no Brasil, a Fashion’s Night Out acontece no dia 12 de Setembro.
Para conhecer as lojas que vão participar e os produtos que já estão à venda é só acessar Fashion’s Night Out Brasil
Enquanto a data não chega, fica aqui o vídeo que o elenco de Glee fez para promover o evento desse ano. É uma versão de Fashion, de David Bowie.
No mês de Setembro é normal reservar um tempo maior para ler suas revistas de moda preferidas. Com muito conteúdo sobre a moda de Outono no hemisfério norte, as publicações ficam enormes, com mais de 700 páginas.
Enquanto elas não chegam, podemos ver quem foram as escolhidas para estampar as capas das edições mais importantes do ano.
As capas desse post são aquelas que estarão nas bancas. Assim que divulgarem as capas das edições de assinantes eu incluo aqui.
A camiseta (T-shirt) é a peça de roupa mais democrática que existe. Na Moda, é a maneira mais literal de transmitir ideologias, interesses e pensamentos, não apenas pela facilidade em criar estampas, mas por se tratar de uma peça que transita em todas as classes sociais e abarca todos os estilos.
Criada originalmente para ser usada sob as fardas dos soldados europeus na Primeira Guerra Mundial, a camiseta foi incorporada pelo Exército americano na Segunda Grande Guerra. Após a extensiva divulgação das imagens de tais soldados, caiu no gosto popular. A classe operária passou então a usar a roupa dos “heróis de guerra”.
Através do cinema, a camiseta branca de algodão foi imortalizada em imagens icônicas, usada por atores de Hollywood.
Marlon Brando e James Dean.
Por volta dos anos 70, Vivienne Westwood com seu então parceiro, Malcom McLaren, desconstruíram a peça, colocaram alfinetes e slogans pintados de maneira grosseira, como modo de enfatizar o movimento punk que surgia na Inglaterra.
Vivienne Westwood, em uma de suas criações e a banda punk Sex Pistols.
O advento do silk screen permitiu que as camisetas fossem customizadas com a exata frase ou imagem que cada um gostaria de transmitir.
Algumas das estampas mais populares.
Na década de 80, a estilista inglesa Katharine Hamnet usou a camiseta como meio de difundir uma mensagem pacifista e gerar discussão sobre questões políticas e ambientais, através de suas estampas.
Diversas criações de Katharine Hamnet.
Até os dias de hoje, é usada – por sua fácil manufatura e baixo custo – em campanhas políticas e publicitárias.
Beyoncé, Ryan Phillippe e Halle Berry, todos usando a camiseta com estampa do então candidato à Presidência, Barack Obama.
Inúmeros fãs usam as camisetas de suas bandas de rock preferidas.
Camisetas das bandas Ramones, Pearl Jam e Nirvana.
E com o apelido de abadá, a camiseta customizada é também convite de festa e uma espécie de uniforme que identifica determinados grupos em eventos.
Gerard Butler, Madonna e Rodrigo Santoro, todos com a camiseta oficial de um camarote vip no Carnaval.
Mesmo tão popular, a camiseta nunca deixou de ser venerada por grandes grifes e por vezes associada com peças de alta costura. O próprio Karl Lagerfeld, responsável pelas marcas Chanel e Fendi, recebeu com bom humor a estampa irônica de Naco Paris.
Sarah Jessica Parker, em camiseta Dior e saia Zac Posen e Karl Lagerfeld, acompanhado de modelo com camiseta feita em sua homenagem.
No Brasil, uma das maiores produtoras de camisetas é a loja Hering. A marca praticamente é sinônimo de camiseta básica. Hoje existem também lojas especializadas em criar camisetas em edições limitadas, seja com frases e imagens bem humoradas como na Banca de Camisetas, ou através dos concursos da Camiseteria, que permitem que consumidor final crie estampas, que então são produzidas em pequena escala.
A ideia desse post veio do vídeo abaixo, onde o comediante e roteirista Mauricio Meirelles (@MauMeirelles) comenta, com muito bom humor, as inúmeras estampas de camisetas e seus significados estranhos.
Essa semana, quem tem uma conta no Twitter pode ver a marca H&M nos Trending Topics todos os dias. A princípio imaginei que alguma nova loja estava sendo inaugurada, acontecimento que sempre causa estardalhaço, uma vez que a marca sueca é uma das mais populares atualmente.
Muito pelo contrário. Nessa semana, na coluna “About New York” do jornal NY Times, o repórter Jim Dwyer contou sobre a sua descoberta da política nada eco-friendly da filial H&M na Rua 34, em Manhattan.
Aparentemente, as roupas não vendidas são jogadas fora. Não sem antes o “cuidado” de picotar as peças para que ninguém as use.
Blusas, casacos, calças, bolsas, sapatos NOVOS, nunca usados, da coleção de verão vêm sendo destruídos, ao invés de encaminhados à instituições que organizam doações para moradores de ruas ou vítimas de desastres.
Olhando do Brasil, onde estamos no verão e várias cidades foram destruídas nas últimas semanas pelas chuvas e inúmeras famílias perdem tudo enquanto escrevo esse post, fiquei absurdada. Nós não estamos mais na Idade Média, na Pré História, onde roupas eram descartáveis, tecidos usados sem limite…
A matriz, da Suécia, já se pronunciou e garantiu que os produtos não mais serão desperdiçados. E ainda prometeu uma investigação sobre as peças que já foram destruídas e jogadas fora.
No site da loja, existe um menu exclusivo de Responsabilidade Corporativa, onde eles falam sobre os cuidados com o meio-ambiente, divulgam relatórios anuais da política de sustentabilidade da marca e, principalmente, da doação de peças devolvidas ou com pequenos defeitos.
Enfim, contraditório e decepcionante. Vamos esperar e ver quais as próximas declarações por parte dos suecos e dos responsáveis pala loja de NY.
Só para deixar registrado, a sábia Mademoiselle Chanel, há quase 100 anos atrás já dizia: “Devemos usar somente roupas que não estragam”, pois era o contra o deperdício de tecidos, mão de obra e recursos. Fica a dica.
Quem tem o costume de ao menos folhear revistas de Moda, está mais do que familiarizado com as beauty shots, fotos em close do rosto das modelos ou atrizes, extensivamente utilizada em campanhas de cosméticos.
Agora que 2009 acabou, escolhi 4 das minhas beauty shots preferidas, estampadas nas revistas que assino durante o ano. São elas:
A Lacoste tem criado a tradição de criar Hollyday’s Collector’s Series de suas clássicas camisas.
Graças ao criador da edição especial “Plastic Polo” em 2007, Michel Young apresentou os irmãos Humberto e Fernando Campana à Lacoste, que decidiu criar, em parceria com o Estúdio Campana, um série especial de camisas inspiradas nos crocodilos – marca registrada da grife – do Pantanal.
A campanha ficou linda. Extraí da Elle americana de Novembro:
Além dessa camisa, eles criaram também uma série limitadíssima no mesmo tema. As camisas tem modelos masculinos e femininos.
É mais uma marca se rendendo aos talentos brasileiros! Bom, muito bom para o nosso mercado!
Ontem assisti o filme “The Young Victoria”, de Jean-Marc Vallée, com Emily Blunt (de “O Diabo Veste Prada”) como a Rainha Vitória, da Inglaterra a achei ótimo!
Nascida Alexandrina Victoria, filha do Duque Eduard de Kent e da Princesa Victoria Mary Louise de Saxe-Cobourg-Gotha, aos 17 anos era a sucessora do trono.
O filme retrata o período entre seus percalços para ser coroada rainha (1837) até os primeiros anos de seu casamento (1840) com o Príncipe Albert de Saxe-Cobourg-Gotha, seu primo.
Mas embora a trama tenha como centro a Rainha Vitoria, os figurinos não são típicos da Era Vitoriana e sim do Romantismo. A influência da Rainha marcou um período da história da moda que se deu no final do século XIX e o que vemos no filme é o início desse século.
O figurino do filme é assinado por Sandy Powell, ganhadora de dois Academy Awards (Oscars) de melhor figurino. Em 1998, com “Shakespeare in Love” e 2004 por “The Aviator”.
Além desses prêmios, foi indicada inúmeras vezes por filmes como “The Other Boleyn Girl” e “The Departed”.
Em “The Young Victoria” os cabelos são repletos de cachos, as mangas bufantes (manche gigot/manga presunto) e o decote bateau (canoa).
Nos homens, o estilo dandy, com suas cartolas e plastrons com nós cuidadosos ao redor do pescoço.
Mesmo tendo entrado para a História como um marco na Moda, Vitória não o fez intencionalmente.
Já em seu casamento, inovou fazendo uso de um véu de renda Haniton. Até então nenhum nobre casava de véu, essa era uma escolha exclusiva das classes mais baixas.
Por influência do marido, viajava com freqüência à Escócia, onde adquiriu o gosto pelo uso de tartãs, tecidos com listras coloridas, que criavam inúmeros desenhos. Na época, os tecidos interrompidos (listrados) ainda não eram usados pelos nobres e tinham um certo estigma, sendo visto como roupas que demarcavam os menos afortunados, prostitutas e criminosos.
Após a morte de seu marido, em 1861 instituiu o traje de luto, vestindo-se de preto até o fim de sua vida (1901), escolha que influenciou a compra dos tecidos feitas por todas as outras frequentadoras da Corte.
Ao longo do filme, podemos ver fatos marcantes para a História, como um dos primeiros casamentos notórios que foi realizado principalmenmte por amor, escolha pouquíssimo comum entre a realeza. Acompanhamos também a “inauguração” do Palácio de Buckingham e o claro crescimento da Inglaterra após a Revolução Industrial.
Para quem gosta de História, é uma ótima sugestão! Segue o trailer:
Como eu não aguento a curiosidade de descobrir quem estampa as capas das minhas revistas preferidas só quando elas chegam aqui na minha casa ou na banca, resolvi fazer um “apanhado” de todas as fotos e headlines que as publicações escolheram para a primeira edição de 2010.
A Harper’s Bazaar apostou nas loiras. Não consegui de jeito nenhum encontrar uma imagem da capa com a Scarlett Johansson para assinantes. Vamos ter que nos contentar com a capa que chega as bancas, por enquanto. O foco da matéria com ela é o trabalho humanitário que ela faz em parceria com Bono do U2, através do projeto RED, que procura ajudar os portadores de HIV na África.
Kate Hudson é uma das estrelas do musical “Nine”, que estréia em breve e quem vem sido comentado em todos os lugares. Logo mais pretendo falar em datelhes sobre essa produção.
Já a Elle, quer me ver pobre. Vou receber a capa com a Britney e vou ter que comprar a mesma revista para ter a capa com a Lady Gaga, que eu prefiro. Duas divas do pop, para os fãs escolherem.
E parabéns para a Elle UK, a única revista de moda que REALMENTE tem uma modelo na capa! Além disso, a edição conta com uma matéria que lista as supermodels do futuro. Vale a pena conferir e ver quais as brasileiras entraram no ranking.
Na Vogue, a batalha das Rachels! O nome é igual, mas a carreira e a beleza são completamente diferentes. Sra. Wintour já fechou a década e fez sua listinha de quem foram as mais fashion forward e bem vestidas dos últimos anos.
Cosmopolitan e Marie Claire sempre com capas de meninas. Não achei essa uma das melhores fotos de Natalie Portman. Ela é muito mais bonita do que esse bocão aberto. E no meio delas, uma senhora na In Style. Senhora que está fazendo seu grande comeback, com álbum novo lançado há pouco tempo.
E pra finalizar, os dois maiores opostos que encontrei: de um lado a Diva-Mega-Atriz-Com-Vários-Oscars Meryl Streep e do outro a eterna Alias-Electra-De-Repente-30-Sra.Affleck, Jennifer Garner.
A revista Vanity Fair do último mês teve na capa Robert Pattinson, no auge de seus 20 e poucos anos e tão lindo que incomoda. E agora mostra outra beleza, maior e mais significativa! Meryl, aos 60 anos, comemora também 30 anos de carreira.
Na W, uma matéria sobre Francisco Costa, o brasileiro que comanda a Calvin Klein, no Rio de Janeiro. E dá-lhe “brasilidade nagô” neles!
No mês de Dezembro, Lady Gaga – minha nova diva, diga-se de passagem – foi unânimidade das maiores publicações de moda americanas.
A Harper’s Bazaar, por exemplo, fez uma conexão com várias peças usadas pela cantora e o que vem sendo mostrado nas passarelas ao redor do mundo.
Aí começa um dilema no melhor estilo “O que veio primeiro? O ovo ou a galinha?”. Porque fica a dúvida. Gaga é tão avant-garde que não é possível saber se ela se alimenta da moda para criar sua persona ou se a moda vem incorporando seu espírito inovador.
Qualquer seja a verdade, já tem gente aproveitando da imagem da artista para alavancar novos produtos. A Elle associou Lady Gaga ao novo perfume de Thierry Mugler, Alien. (Lembra?)
A Vogue, por fim, em um editorial inspirado pela ópera baseada no conto “João e Maria”, apresentou Gaga como a bruxa malvada que quer cozinhar as pobres crianças. Eu gostei! Bem a cara dela!
E pra finalizar, pra quem esteve em outro planeta nos últimos meses, o clipe de “Bad Romance” que tem um modelito completo de Alexander McQueen.
Esse mês, um anúncio em específico me chamou a atenção na Elle Brasil. Era uma foto da linda Natália Dill, com tantas peças e acessórios, que eu não entendo como ela ficou em pé para tirar a foto.
Quatro pulseiras amarelas, um lenço de estampa animal com nó cowboy ao redor do pescoço, um cinto que é um laço enorme amarelo, colar rústico e saia com motivos tropicais. Quem fez o styling disso?
As campanhas feitas para as revistas brasileiras têm como péssima característica comum o excesso de informação. Gasta-se todo o dinheiro no cachê de uma celebridade e a pobre “modelo” é coberta pelo maior número de peças que for possível divulgar em um único anúncio.
Enquanto isso, imagino que pela mesma quantia, 3 novas modelos poderiam ser contratadas e mostrar as peças de um jeito menos poluído. Donna Karan ensina como: